Aug
17
2008
Carta Histórica escrita por João Alves de Andrade em 1971 Imprimir
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História - Cinqüentenário
Escrito por Miro Marques   

Itororó-Ba, 28 de abril de 1971

Caros leitores,

Depois de muitos anos de trabalho na cidade de Itabuna, ou melhor, nesta região, juntamente com o meu falecido amigo João Borges da Rocha Neto, tomei uma iniciativa a qual era explorar as cabeceiras do Rio Colônia. No meado do ano de 1922 parti de Itabuna juntamente com dois companheiros, Faustino Mineiro e João Mineiro, um dos quais está vivo e se sabe sua residência, o outro tem rumo ignorado. Trazíamos quatro animais, três de arreio e um de carga. Seguimos pela Estrada Real até chegarmos em Major Theodulino, daí até chegar aonde atualmente é a Fazenda Cabana da Ponte não existiam estradas.

 

 

Margeei oRio Colônia fazendo uma picada, até que encontrei uns ranchos, os quais pertenciam a caçadores puaias. Como já me encontrava próximo às cabeceiras do Rio fiz acampamento naquele lugar. Como meu objetivo era explorar e comprar terras, tratei de negócios com os posseiros; comprei-lhes as posses, as quais vieram a formar asFazendas Cabana da Ponte e Sede Cima.

Posses que formaram a Cabana da Ponte, as de Antônio de Atanázio, José de Ana Rosa, Eugênio de Ana Rosa, Gonçalves Alves, Senhorinha Rangel,Sinézio, Bastião da Gameleira, José Eustáquio Barbosa, Viturino Ribeiro e Ritão Rangel. Somente uma posse formou a Sede de Cima, a de Camilo de Atanázio.

Três dias depois de compradas as posses, voltei para Itabuna. Passados dias vim visitar as terras compradas, ai fiz uma estada de um mês.

No a no de 1923 sai de Itabuna com uma tropa carregada de comestíveis, armas, munições e utensílios para agricultura. Vim destinado a abrir as densas atas, que além dos passeiros só havia índios, feras e doenças; depois de muitas lutas contra tudo isso, consegui transformar as baixadas da Sede de Cima e de Baixo em roças e capim. Com essa grande abertura começou a chegar gente de outras partes da redondeza, pedindo trabalho, depois de um número mais ou menos de trabalhadores, tive a idéia de fazer um povoado, animei as idéias e partir para o objetivo: comprei um lote de terra em mão de Zequinha Souza, com uma área de 43 hectares.

Devido às minhas ocupações com os trabalhos da fazenda, passei o título do dito terreno em nome de Otaviano Mota, que além de amigo era pessoas de inteira confiança. Foi unicamente quem me ajudou a fundar a Vila, a que dei o nome de Itapuy.

Onde hoje é a bela praça Castro Alves, formei a primeira feira, em 26 de abril de 1928. Na mesma praça onde tem a casa de nº 01, foi a primeira casa comercial. Era de minha propriedade. Depois de várias feiras, cresceu Itapuy com festas e farras animadas por mim, hoje éItororó civilizada. Eu perdi a fortuna e recebi um grande nome “João Alves Cachaça”.

Caros amigos, de tanto ouvir por ai pessoas dizerem que são os fundadores desta cidade, decidi fazer esta declaração. Fiz simplesmente para que os leitores tenha realidade da fundação de Itororó e saber realmente seu fundador. Desejo saber realmente se Itororó tem outra história.?

 

João Alves de Andrade -fundador e narrador.

 

Fonte: Cinquentenário por Miro Marques

 
Comentários (1)add comment

alilania said:

galera alguem sabe como posso encontrar informação exclusiva sobre o rio colonia
 
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-
novembro 26, 2008
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